Num tempo dominado por smartwatches e tecnologia, há um ofício que continua a resistir e a Casa Pia de Lisboa tem um papel crucial nisso. Foi aqui que António e Diogo Desidério aprenderam a arte de restaurar relógios mecânicos, um saber raro que transforma peças esquecidas em verdadeiros tesouros funcionais. No atelier que hoje dirigem, devolvem vida a relógios antigos, muitos deles de família, recorrendo a técnicas tradicionais que aprenderam no histórico curso de Relojoaria da Casa Pia de Lisboa, o único da Península Ibérica.
Enquanto os dispositivos digitais fazem tudo por nós, há quem continue a valorizar o toque humano e o engenho mecânico. “Na verdade, há certos problemas que os relógios têm, que, ao olharmos, era mais fácil dizer que não, isto é uma dor de cabeça, não vou fazer. Mas, não, abraçamos o desafio e, no final, o objetivo é o cliente estar contente. É um desafio. E o cliente precisa. Jamais ninguém o vai fazer. A fábrica não aceita e ninguém vai fazer. E, para o cliente, é aquele valor sentimental, não é? É esse valor sentimental que está associado aos relógios. Nós sentimos isso e fazemos”, diz António Desidério.
A Casa Pia de Lisboa não ensina apenas um ofício. Preserva um património cultural que continua vivo através de mestres como António e Diogo Desidério!
Leia a reportagem completa em https://www.tsf.pt/…/na-era-digital-ainda-ha…/18026171







